DesCampanha Eleitoral

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Em tempos de “ótimas” ofertas no meio político, escolher os felizardos que receberão os seus votos pode não ser a mais simples das tarefas. Isso porque eles, os candidatos, mostrarão aos eleitores apenas a parte boa que possuem (ou que tentam lhe convencer que têm), o lado A.

Diante desta triste realidade, a OPS quer fazer diferente. Se há algo a ser escondido dos eleitores, o lado B, a Operação Política Supervisionada, com a ajuda da sociedade vai mostrar. Mas antes, uma reflexão.

Veja aqui o desempenho dos candidatos citados na DesCampanha Eleitoral

Apontar o dedo para um político e chamá-lo de bandido não é difícil. Fácil também é ir às ruas ou bater panelas em sinal de protesto contra os desmandos da classe política brasileira. Com exceção de uma pequena parcela de políticos que exercem seus mandatos, como é o caso dos suplentes, bandidos ou não, todos foram “escolhidos” por nós, os eleitores.

Portanto, se hoje temos uma classe política marginal, uma boa parcela da culpa é nossa. Isso ocorre porque o eleitor, eu e você, muitas vezes escolhemos para votar, o candidato que é mais visto nas TVs, nos outdoors, nos jornais e revistas sem nos preocuparmos em saber exatamente quem ele é e o que ele pode representar se for eleito. Tem ainda eleitores que escolhem o recebedor de seus votos apenas pelo sobrenome ou por ser “afilhado político” do “poderoso da cidade”.

Há poucos dias, uma colega de trabalho se espantou ao saber que uma pessoa conhecida da mídia era candidata à prefeitura de uma grande cidade. “Mas ele nem é político!”, disse espantada. “Que ótimo!”, devolvi a exclamação. E expliquei: “Os maus hábitos de muitos políticos se dão porque eles são profissionais do voto e tentam a todo o custo se manterem no meio, pois sabemos todos que não é o bom salário o único motivo para que eles queiram se perpetuar no poder. Se começarmos a trocar os velhos conhecidos das urnas por pessoas que jamais tiveram seus nomes envolvidos em picaretagens, operações policiais e uma expressiva quantidade de inquéritos nos tribunais, nós estaremos começando a fazer a tão falada ‘reforma política’.”

Hoje, hipoteticamente falando, temos 10% de pessoas que exercem a política como ela deve ser exercida, ou seja, pelo povo e para o povo, sem que para isso seja preciso abocanhar marginalmente o erário público. Restam, portanto, 90% de ratos que fazem politicagem, que visam apenas o bem privado, seus e de comparsas. Ao trocarmos um bandido por uma pessoa de bem, este percentual mudará e se continuarmos com esta mudança, em algumas décadas será possível que invertamos os lados desta “hipotética percentualidade”.

Mas para se fazer a mudança é necessário mais do que deixar de votar nas velhas caras. É preciso saber quem são os candidatos e o que eles pretendem se forem eleitos. Pode parecer difícil, mas não é tanto assim. Basta que utilizemos alguns minutos de nosso precioso tempo para fazer uma rápida pesquisa. E ela começa aqui mesmo, na internet.

Hoje, com a tecnologia de informação disponível em qualquer smartphone, tablet e em computadores cada vez mais avançados, vasculhar a vida de candidatos é mais fácil que encontrar o “par perfeito” no Tinder. O Google é um poderoso recurso para que nós, eleitores em fase de desenvolvimento da consciência política, levantem informações que devemos considerar na hora de escolher quem receberão os nossos votos. Não se trata de fazer um julgamento preliminar. Trata-se de considerar informações que jamais seriam obtidas voluntariamente pelo candidato.

A título de exemplo, vejamos o caso de Campina Grande, na Paraíba. Um dos candidatos ao cargo de prefeito é o deputado federal licenciado, Veneziano Vital do Rêgo. Pesam sobre ele nada menos que nove inquéritos no STF (já foram onze) e uma ação penal por crimes contra a Lei de Licitações, lavagem de dinheiro, peculato, crimes de responsabilidade e eleitorais. Todos estes “contratempos jurídicos” surgiram após Vital ter sido prefeito duas vezes do mesmo município, em 2005 e 2012. Obviamente que não se trata de sentenciar o candidato antes de qualquer julgamento, mas com tantos esclarecimentos a serem dados à justiça, é ponderável que avaliemos melhor a situação e consideremos outras opções de voto.

Outro caso que merece atenção é o do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, candidato à prefeitura de Curitiba. Na primeira parcial de sua prestação de conta, ele já doou R$ 600 mil à própria campanha, valor superior ao que ele declarou possuir em patrimônio.

E o que dizer de Raul Filho, candidato a prefeito de Palmas, capital tocantinense? Ele, que já foi prefeito da cidade, foi flagrado em vídeo negociando com ninguém menos que Carlinhos Cachoeira. Na negociação, em troca de apoio financeiro, ele oferece “ótimas oportunidades” na cidade.

Como disse, não se trata de “sentenciar” um candidato ou de denegrir a sua imagem, mas sim, de considerar a situação de cada um e avaliar se o seu voto será bem utilizado por alguém que, de alguma forma, precisa dar explicações à sociedade.

Dito isto, apresento a vocês a DesCampanha Eleitoral.

Mas, o que é isso?

Trata-se de um trabalho em conjunto com a sociedade que visa levantar informações públicas de candidatos que concorrerão a cargos políticos municipais nas eleições deste ano e divulgá-las nas redes sociais. Como ponto de apoio, o Blog do Lúcio Big está concentrando todas as informações recebidas dos internautas e disponibilizando-as a quem deseja reproduzi-las.

É uma atitude simples, mas que poderá fazer diferença nessas eleições.

Agora que você já sabe como funciona a DesCampanha Eleitoral, mãos à obra!

Em seu município tem um deputado federal ou senador pedindo votos? Então, veja se ele tem alguma pendência no STF:
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