Coronavírus: para Bolsonaro, vacina precisa ser cientificamente comprovada, cloroquina e Nitazoxanida não


Logo após contradizer o ministro Eduardo Pazuello sobre a compra da vacina chinesa contra o coronavírus (entenda o caso a seguir), Bolsonaro diz que a vacina “deverá ser COMPROVADA CIENTIFICAMENTE PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE e CERTIFICADA PELA ANVISA” e que “o povo brasileiro NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM”.

Quanto ao uso da cloroquina e o vermífugo nitazoxanida no suposto combate ao coronavírus, a regra não se aplica.

CoronaVac – compra ou não compra

Em conversa com fiéis seguidores do Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que não comprará a CoronaVac, vacina chinesa contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A mensagem foi em resposta a um comentário crítico ao anúncio do Ministério da Saúde.

“Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor”

“NÃO SERÁ COMPRADA”, respondeu Bolsonaro em caixa alta.

A decisão de Bolsonaro desautoriza o ministro Eduardo Pazuello (Saúde), que havia assinado o protocolo para a aquisição das doses na véspera, 20. O acordo previa a edição de medida provisória para disponibilizar crédito de R$ 1,9 bilhão para comprar as vacinas.

Bolsonaro também manifestou publicamente sua percepção negativa sobre a vacina chinesa. Em resposta a usuários do Facebook, o presidente reforçou que o Brasil não comprará o imunizante da China e falou até em “traição“.

Em outro momento, o presidente escreveu:

Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid-19“.

O presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), são desafetos políticos e têm divergido também sobre a obrigatoriedade da aplicação da vacina assim que ela estiver disponível. O tucano diz que irá exigir a imunização em São Paulo. Já o presidente afirma que o governo federal não tornará a vacinação obrigatória e que cabe ao Ministério da Saúde recomendações dessa natureza.

Entusiasta da CoronaVac, João Doria tem reunião nesta 4ª feira, 21, em Brasília, com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. A agência precisa autorizar o registro da vacina para que as doses possam ser disponibilizadas à população.

Bolsonaro e Doria tem atuado em polos opostos e protagonizado embates durante a pandemia. O presidente é contrário às medidas mais restritivas para obrigar o isolamento social, enquanto o governador paulista estimulou ampla quarentena no Estado mais rico do país.

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