Durante rápida conversa com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi perguntado sobre a nomeação da atriz Regina Duarte para a Secretaria da Cultura. Segundo o presidente (sem partido), ainda há pendências da atriz com a Globo.

Ele falou sobre os ataques que a atriz global vem recebendo de seu ex-colega Zé de Abreu: “A Regina [Duarte] tem um coração enorme, e na política tem que ter um pouco de maldade” , disse. “Tem um ator aí batendo nela, falando palavras impronunciáveis aqui. Estão massacrando uma senhora que tem um passado”, acrescentou.

Sobre Wajngarten

O presidente Bolsonaro disse que ele “continua mais firme do que nunca” e afirmou: “Ele não é criminoso”. Wanjgarten é acusado de ter omitido participação em empresas que recebem dinheiro do governo federal. O presidente pediu aos jornalistas que mudassem de assunto.

Sobre o Coronavírus

Bolsonaro explicou os motivos pelos quais não tomou nenhuma atitude anteriormente para retirar os brasileiros que estão China, no epicentro da epidemia. Segundo ele, faltava “pólvora” para dar o “primeiro tiro”. O presidente explicou que a pólvora seria a falta de um avião apropriado para o transporte das pessoas e uma lei de quarentena para recebê-los no país “com responsabilidade”.

O projeto enviado nessa terça ao Congresso, já passou pela Câmara e deve ser votado hoje no Senado. Dois aviões da FAB estão preparados para trazer os brasileiros da China para Anápolis (GO), onde as pessoas ficarão em quarentena.

Sobre o ICMS

Em mensagem publicada no Twitter, no fim de semana, Bolsonaro responsabilizou os governadores pelo elevado preço da gasolina. Ele defendeu que o ICMS passe a ser cobrado nas refinarias e não na bomba de combustível.

Alguns governadores reagiram à proposta do presidente, alegando que também enfrentam crise fiscal e que o ICMS representa 20% da arrecadação estadual. Um grupo de 23 chefes estaduais assinou uma nota sugerindo que Bolsonaro cortasse tributos federais.

“O desafio está lançado. Eu zero o federal [tributos] hoje se eles zerarem o ICMS”, desafiou o presidente.