Saiba quem são os deputados que mais se promoveram com dinheiro público em 2019


Divulgar o mandato foi uma preocupação para 492 deputados em 2019, que juntos gastaram R$ 37,7 milhões. A preocupação se explica, afinal, “quem não é visto não é lembrado”. Como a política se tornou profissão para a grande maioria dos políticos brasileiros, mostrar aos eleitores os “feitos realizados” no parlamento é uma forma de manter a fidelidade do eleitorado.

Para a despesa se enquadrar nessa rubrica vale quase de tudo, desde impulsionamento de posts no Facebook até a confecção de jornais impressos, mesmo estando todos nós na era da comunicação digital.

Obtenha aqui o levantamento completo dos gastos com a verba indenizatória em 2019

Apesar de Raimundo Costa (PL-BA) ter obtido, no geral, ressarcimento da nota de maior valor do ano – quase R$ 106 mil para confecção de 250 mil jornalecos – o pescador baiano não está entre os cinco mais gastadores da rubrica.

Em 5º lugar está a Dra. Vanda Milani (Solidariedade-AC) – R$ 261.030,00.

Nascida em São Paulo e eleita pelo Acre, a magistrada torrou o equivalente a 17 mil frascos de 200ml óleo de peroba. Foram 46 notas fiscais de serviços de matérias pagas em sites de notícias, até a confecção de 100 mil jornalecos com material, supostamente, de divulgação parlamentar.


Em 4º lugar está Silas Câmara (Republicanos-AM) – R$ 273.767,53.

Pastor evangélico da Assembleia de Deus nascido no Acre, Silas Câmara foi eleito pelo estado do Amazonas em 2003 e até hoje, cinco mandatos depois, está na Câmara dos Deputados. Com apenas 11 notas fiscais ressarcidas no ano de 2019, Silas deu prioridade à confecção de centenas de milhares de informativos que foram feitos em Brasília e distribuídos no Amazonas.


Em 3º lugar está Paulo Teixeira (PT-SP) – R$ 277.151,54.

Natural de Águas da Prata, interior paulista, o petista foi ressarcido por 28 notas fiscais que vão desde R$ 160 para a criação da arte de um banner, passando por pagamentos de R$ 600 para alguém fazer posts nas redes sociais (como se nenhum de seus 23 funcionários de gabinete não pudessem fazer isso), até várias notas de R$ 25 mil para uma empresa “cuidar das redes sociais” do deputado.


Em 2º lugar está o alagoano Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) – R$ 298.673,24

Depois de dois anos cumprindo mandato com suplente na Câmara, Nivaldo finalmente conseguiu votos suficientes para ter o próprio mandato. Herdeiro político, como muitos da Câmara, Nivaldo foi ressarcido por onze notas fiscais, de R$ 24 mil a R$ 32 mil, dez delas de uma só empresa, cujo proprietário é pai de uma das assessoras do deputado e que não fez questão de informar seu emprego atual em seu perfil no Facebook ou no Linkedin.


Em primeiríssimo lugar vem o paraibano Wellington Roberto (PL) com gastos de R$ 318,9 mil, dinheiro suficiente para fornecer uma cesta básica por mês a uma pessoa por 58 anos.

O deputado já foi flagrado pela OPS em 2015 abastecendo veículos com dinheiro da verba indenizatória no posto de combustível do irmão, o que não é permitido. Como resultado teve que devolver R$ 198 mil aos cofres públicos.

Wellington foi ressarcido por 26 notas fiscais, com valores de R$ 2 mil, para divulgar material em um site da Paraíba, até R$ 32,4 mil para confecção de 120 mil exemplares de material gráfico feito em Brasília, distribuído, porém, a mais de 2.300 quilômetros de distância.

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