Política

Osmar Terra contra a Cannabis e Anvisa


A Semana em Minutos – notícias que foram destaques na semana, de 28 de julho a 3 de agosto de 2019.

Dia 28

Na semana passada eu falei sobre os assaltantes que se passaram por policiais federais para roubarem 720 quilos de ouro. Pois bem, La Casa de Papel tupiniquim está para ruir. 3 suspeitos de terem participado da ação cinematográfica já estão presos em São Paulo e parece ser apenas uma questão de tempo para que os outros 7 também sejam presos.

29 de julho

O Conselho Nacional de Justiça, o famoso CNJ, quer mudar sua sede para um prédio que fica mais próximo do STF, órgão ao qual está ligado. Porém há duas observações a serem feiras. A primeira é que o custo com o aluguel vai subir quase 40%, passando dos atuais R$ 16,8 milhões ao ano para R$ 23,3 milhões.

A segunda observação é que o CNJ nos fez gastar R$ 7 milhões para reformar a atual sede há dois anos e agora já quer mudar. Tá vendo como é fácil gastar dinheiro dos outros?

30 de julho

Para quem viaja pelas estradas brasileiras uma notícia que não é bem vista aos bolsos dos brasileiros. A Justiça Federal homologou um acordo para a instalação de 1.140 radares em rodovias federais e devem ser instalados em duas etapas, sendo a primeira concluída em até 60 dias.

Há poucos dias estive viajando e já é comum você encontrar um radar desses no meio do nada, limitando a velocidade a 60Km/h e em alguns casos a 40Km/h. É uma indústria de multas.

Claro que é preciso tornar o motorista mais consciente e menos homicida nas estradas, mas a instalação de novos radares se parece mais com a ampliação da indústria de multas.

31 de julho

Enquanto no Brasil o ministro da Cidadania Osmar Terra disse que pode até “acabar com a Anvisa” por fazer uma consulta pública para que empresas cultivem a cannabis no Brasil para fins medicinais, nos Estados Unidos, mais precisamente no estado e Nova Yorque, a pena diminuiu para quem é pego com pequena quantidade de maconha. É mais um passo dado para a legalização da erva na terra do Tio Sam.

No Brasil, caso o Osmar Terra não enterre a Anvisa, a regulamentação do cultivo medicinal da Cannabis poderá beneficiar aproximadamente 3,9 milhões de pacientes e a criação de um mercado de R$ 4,7 bilhões ao ano.

Um vídeo postado no Youtube e que já recebeu mais de 54 mil visualizações mostra o benefício que um medicamento feito à base da cannabis pode fazer em alguém que sofre de Alzheimer. Seu Ivo de 58 anos sofre do mal há seis anos e chegou ao ponto de não saber nem mesmo mastigar os alimentos. Depois que iniciou o tratamento com óleo extraído da planta, até mesmo o filho e esposa passaram a ser reconhecidos por ele, algo que não acontecia há anos.

Infelizmente há aqueles que ainda acham que a maconha deva ficar apenas nas mãos de traficantes.

1º de agosto

Seguindo a máxima da publicidade: “quem não é visto não é lembrado”, nos seis primeiros meses do ano deputados torraram mais de R$ 100 mil do nosso rico dinheirinho para impulsionar posts no Facebook e o dinheiro, claro, é o da maldita verba indenizatória.

O mineiro Weliton Prado (Pros-MG) é o líder nesse tipo de gasto e sozinho é responsável por 13% do montante. O segundo colocado é Bibo Nunes (PSL-RS) que gastou R$ 12,3 mil e o terceiro é Léo Moraes (Podemos-RO) com mais de R$ 7 mil em anúncios na rede de Zuckerberg.

Não existe dinheiro público mais fácil de ser gasto que o da maldita verba indenizatória.

2 de agosto

Depois de reclamar do tratamento que recebeu do mandante do país em relação à publicação de que o desmatamento na Amazônia havia aumentado, o diretor do Inpe Ricardo Galvão foi demitido pelo ministro-astronauta Marcos Pontes.

Se a moda pega, é bom que Paulo Guedes não deixe os números da Economia cair.

3 de agosto

Como sempre, reservo como última notícia do vídeo algo que vale a pena ser lido, relido, visto, publicado e compartilhado.

Um homem de 46 anos, casado há 25 e que cumpriu pena de 8 anos de reclusão provou que é possível haver ressocialização de apenados no Brasil.

A reportagem oculta o nome do homem, mas o que importa é saber que João, nome fictício, prestou serviços na Universidade do Espírito Santo por meio do convênio entre a instituição e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) em 2017.

Devido ao tratamento digno que recebeu e em boa medida, pelo seu desejo de se tornar um cidadão de bem, João voltou a estudar, concluiu o ensino médio, fez o Enem e acaba de ser aprovado no Sisu e começará suas aulas no ensino superior no próximo dia 12, na mesma universidade onde prestou serviços.

Sim, amigos. Quando um apenado quer, e a ele são oferecidas opções para se ressocializar, a certeza de termos mais um homem de bem entre nós existe.

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