A semana em minutos

Moro na Câmara e a volta do Pavão Misterioso


Este é A Semana em Minutos, seu resumo semanal de notícias. Se preferir, assista.

Dia 30 de junho – domingo

A semana começou com manifestações em defesa da Operação Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro. De acordo com reportagens, mais de 80 cidades aderiram ao movimento que contou com a participação, via redes sociais, do próprio homenageado, Sergio Moro, e claro, do presidente Bolsonaro.

Aliás, Bolsonaro também “fez por merecer” para aparecer neste A Semana em Minutos. Tão logo voltou do Japão, naquele encontro do G20 onde descolou até um acordo entre Mercosul e União Europeia (ponto para ele), Jair Messias Bolsonaro, que já havia admitido concorrer à reeleição durante a Marcha para Jesus ocorrida há duas semanas, deu assas à imaginação de seu amigo e vice-líder do governo no Congresso, o Deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), que se apresentou como opção para assumir a vaga de vice-presidente, no que chamou de “chapa dos sonhos”.

Calma, gente! Não existem apenas bons sonhos. Pesadelo também é um tipo de sonho… ou não?

Dia 1º de julho – segunda-feira

O primeiro dia de julho foi marcado pelo filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro, e pelo filho do vice-presidente Mourão. O “fofuxo” Carlos Bolsonaro, o único vereador da história do Brasil a sacudir o governo federal disse, de maneira velada, que não confia no homem de confiança de seu pai, o general Augusto Heleno, o todo-poderoso do GSI, a secretaria que cuida da segurança presidencial. Segundo Carluxo, os seguranças da secretaria são bem intencionados, mas o chefe deles – por óbvio que se tratou do general – não é confiável.

Bolsonaro pai entrou em contato com o general para tentar apaziguar a situação criada pelo filho, mas Carluxo demonstraria seu descontentamento com o general Augusto Heleno mais uma vez. Foi no dia 4, ao criticar a segurança do evento onde um empresário se matou diante do ministro das Minas e Energia e do governador de Sergipe.

O filho de Mourão também virou notícia nesta semana. Antonio Hamilton, funcionário do Banco do Brasil há 18 anos e que era assessor empresarial da área de agronegócios do banco, viu seu salário de R$ 12 mil triplicar depois de ter sido promovido em janeiro, pouco depois da posse do pai, a gerente executivo de Marketing e Comunicação da instituição. E mais uma promoção parece vir por aí e desta vez a indicação, feita pelo presidente da instituição Rubem Novaes, é para assumir a vaga de gerente executivo de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil.

Cabra bom! Na toada que vai, logo teremos um novo presidente no Banco do Brasil…

Dia 2 de julho – terça-feira

Sergio Moro, ministro da Justiça, foi à Câmara para ser sabatinado por deputados que queriam explicações sobre os vazamentos do site The Intercept e questionaram novamente a imparcialidade do então magistrado durante sua atuação na Lava Jato.

A sessão durou mais de 7h e Moro, mantendo aparente controle emocional, respondeu incontáveis vezes que nunca agiu com parcialidade, que as conversas foram obtidas de forma criminosa e que jamais agiu fora do que determina a lei.

A esquerda nervosa atacou o ministro o quanto pode, chegando ao ponto de o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) chamar Moro de “ladrão”. Um aliado, porém, o deputado Boca Aberta (Pros-PR) entregou uma taça ao ex-juiz, a quem chamou de “maior estrela do combate à corrupção”.

O caso envolvendo o ex-juiz e sua suposta relação “nada recomendada” com procuradores da República durante a condução da Lava Jato não parece que chegará a um fim tão cedo. A Polícia Federal está sendo criticada por juristas por se limitar a investigar quem invadiu os celulares, mas não os diálogos em si para determinar se houve algum crime.

Novos diálogos publicados neste dia 5 pela revista Veja e pelo site The Intercept revelam que houve orientação de Moro a procuradores para que incluíssem provas, sugerindo até mudança de datas de operações. A Veja e o Intercept ainda acusam Moro de ter omitido informações para manter um inquérito em Curitiba, contrariando solicitação de Teori Zavascky para enviá-lo ao STF.

Até mesmo Faustão foi citado. Confirmado pelo apresentador, Moro e ele tiveram um encontro onde parabenizou o juiz pelo trabalho da Lava Jato e sugeriu aos procuradores que utilizassem uma linguagem mais simples nas entrevistas.

Tudo leva a crer que as conversas realmente existiram, que Moro agiu de maneira questionável durante o período em que julgou personagens da Lava Jato e que nem tudo são flores no jardim colorido do ministro da Justiça.

Porém, com irregularidades ou não, a operação Lava Jato levou à prisão personagens até então “intocáveis” da República, assim como do milionário mundo das empreiteiras. A roubalheira sistematizada ao menos recuou depois que Moro colocou na cadeia bandidos que merecidamente estão vendo o sol nascer quadrado, mas a dúvida é se o fim justifica os meios.

Aliás, um dos condenados por Moro a 12 anos de xilindró, Antonio Palocci prestou depoimento na CPI do BNDES e garantiu que o partido que ajudou a fundar, o PT, recebeu R$ 64 milhões em troca de um generoso empréstimo à Odebrecht que tocava empreendimentos em Angola.

O ex-ministro reiterou também o relato de que repassou R$ 300 milhões da Odebrecht a Lula, no fim do mandato do ex-presidente. O valor teria sido pago para que o favorecimento à empreiteira continuasse. 

O que você acha de toda essa história? A Lava Jato deve ser atingida em seu núcleo e se tornar um arremedo de investigação como quer a esquerda, ou você acha as conversas já publicadas não são elementos suficientes para isso? Escreva nos comentários.

3 de julho – quarta-feira

Para quem gosta de comer um franguinho ao molho, assado ou frito, aí vai uma notícia que não parece ser muito sadia.

A União Europeia vetou mais de 1 milhão de frangos brasileiros por terem Salmonella.

A Salmonella é uma das bactérias que podem causar vômito, dores abdominais, febre, diarreia e em casos mais graves, pode levar o infectado à morte, se não tratado devidamente.

Os pobres franguinhos congelados e infectados tiveram que voltar para o Brasil, mas não viraram adubo – imediatamente falando.

Ao chegarem nas terras tupiniquins foram cozidas, processadas e viraram nuggets e salsichas.

4 de julho – quinta-feira

Enquanto Messi reclamava da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) afirmando que a seleção argentina havia sido prejudicada pelos árbitros na derrota para a seleção brasileira de futebol, colocando a culpa de tudo isso em Bolsonaro, o texto-base da reforma da Previdência era aprovado na Câmara dos Deputados.

Por 36 votos a 13, deputados aprovaram o endurecimento nas regras de aposentadoria do trabalhador brasileiro. Com esta definição, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) será enviada ao plenário da Câmara e precisará receber, ao menos, 308 votos em dois turnos para ser aprovada. Uma sessão extraordinária foi marcada para o dia 8, segunda-feira, onde um grupo de deputados quer que a votação seja realizada, o que representaria um dia antes do previsto pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia.

Se for aprovada, e é o que a maioria acha, a PEC seguirá para o Senado para ser votada.

Veja o que ficou decidido até agora.

É melhor começar a fazer exercícios, se alimentar corretamente, deixar o álcool e o tabaco de lado e se preparar para entrar na terceira-idade com mais saúde e assim, quem sabe, aproveitar por um pouco mais de tempo a merecida aposentadoria.

5 de julho – sexta-feira

A Nasa informou que um asteroide de 55 milhões de toneladas poderá se chocar com a Terra em outubro. O pedregulho espacial mede 340 metros de diâmetro e viaja a uma velocidade de 45,5 mil Km/h e, no caso de se chocar com nosso planetinha, o impacto ocasionaria uma explosão equivalente a 150 mil bombas atômicas, como a que foi lançada sobre Hiroshima, em 1945.

Calma! Não se desespere. A possibilidade de que haja uma colisão é infinitamente menor que sua chance de acertar os seis números da Mega Sena. Se bem que vez ou outra alguém acerta.

6 de julho

Antes da última notícia de hoje quero informar a todos que o Pavão Misterioso está de volta ao Twitter prometendo mais de 200 prints de conversas. A promessa é que neste dia 7, domingo, o pavão erguerá suas coloridas penas. Preparem suas pipocas.

Agora sim!

A última notícia veio de Poconé, a 104Km de Cuiabá.

Durante uma ronda, policiais da 6ª Companhia da Polícia Militar viram uma menina de 9 anos de idade estudando sentada no chão. A criança é moradora do assentamento Nossa Terra, Nossa gente e sua atitude comoveu o tenente coronel Hender e os soldados Wilson, Souza Filho, Jesus, Moraci e Villarroel.
Eles fizeram uma vaquinha e, além de comprarem material escolar, compraram também uma mesa escolar, que pintaram de branco e rosa.

Os militares foram até a casa da menina Isabele Alerrandra da Silva que, ao receber os presentes, sorriu em agradecimento.

Gestos simples e inesperados como este marcam positivamente a vida de alguém, como a da menina Isabele.

Em nome do Instituto OPS parabenizo estes militares de Poconé.

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