Política

“Punição Severa” ao militar brasileiro preso com 39Kg de cocaína


Em mensagem publicada no Twitter, Bolsonaro negou qualquer relação do episódio e determinou “punição severa” ao militar brasileiro preso em Sevilha, na Espanha, transportando 39 quilos de cocaína em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) integrado à comitiva presidencial.

No início da tarde Mourão explicou que, em viagens presidenciais internacionais, uma aeronave decola antes do avião presidencial para checar a segurança do trajeto. E era nesta avião, chamado de voo da bomba, que o militar estava. “Quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho. Então, quando o presidente voltasse agora do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Seria Sevilha — Brasil”, disse Mourão.

De acordo com Mourão, o militar não estava no avião presidencial quando foi preso. Ainda segundo o vice-presidente, o suspeito era “sargento taifeiro”, função equivalente à de um comissário de voo, e, devido à apreensão de drogas, estava trabalhando como uma “mula qualificada”.

Bolsonaro viaja para encontro do G20 em Osaka, no Japão. Mais cedo ele fez escala em Portugal.

O ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (26), em sessão plenária, estar preocupado com a criação de “santuários” para criminosos comuns dentro de espaços físicos ocupados por autoridades com prerrogativa de foro.

Ele citou como exemplo o caso do suboficial da Aeronáutica, preso no aeroporto de Sevilha, na Espanha, suspeito de traficar drogas em avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Celso de Mello indagou aos ministros se haveria necessidade de a investigação ser conduzida no STF, mesmo “quando não há qualquer conexão do fato – aparentemente delituoso – com o presidente da República e, sim, com algum auxiliar seu, por exemplo, um sargento taifeiro”.

“A minha preocupação é que se construam santuários de proteção de criminosos comuns com relação a certos espaços institucionais, reservados a determinadas autoridades com prerrogativa de foro”, disse o decano do Supremo.

As declarações foram feitas durante julgamento em que os ministros do Supremo analisam a necessidade de aval da Corte para que a Justiça determine buscas e apreensões nas dependências do Congresso, ou em imóveis funcionais de parlamentares, mesmo se as investigações não envolvam senadores ou deputados.

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