A semana em minutos

Moro e a #VazaJato em A Semana em Minutos


Notícias que foram destaques na semana. De 9 a 15 de junho de 2019.

Você pode assistir ao vídeo com este conteúdo

Dia 9 (domingo)

A semana começou agitada e as chacoalhadas estão sendo percebidas até hoje e a previsão é a de que os trovões e relâmpagos permanecerão no céu de Brasília, abalando estruturas.

O site americano The Intercept, que tem uma extensão aqui no Brasil, publicou uma série de conversas que garantem ter ocorrido no Telegrama entre procuradores da Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro.

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Até agora temos as seguintes situações:

1 – As conversas realmente aconteceram. O próprio ministro disse, em entrevista no dia 14, que ele pode ter cometido algum “descuido formal” ao dialogar com procuradores;

2 – Até o dia 8 Sérgio Moro era muito bem cotado para concorrer à presidência da República contra Bolsonaro e João Dória. Depois da divulgação das conversas ele precisará usar camiseta de muitos times para diminuir a antipatia que já começa a crescer contra a sua pessoa;

3 – Adversários políticos de Bolsonaro, em especial esquerda “escargot”, vai usar cada letra das conversas para tentar desestabilizar o governo, que já não anda tão equilibrado assim;

4 – Como todo bom veículo jornalístico investigativo, o Intercept serviu apenas a entrada. O prato principal deverá vir depois que o ministro Sérgio Moro encarar a CCJ do Senado no próximo dia 19 para explicar a #Vazajato (que serão novas revelações de conversas, inclusive áudios). E a sobremesa…. teremos que esperar para saber.

5 – Se as próximas revelações forem realmente bombásticas, manter Lula preso poderá se tornar uma situação insustentável. E aí entraremos na fase do imprevisível, do obscuro, do incerto.

Como diziam os Mamonas Assassinas: “encoste o seu na parede que vai começar a baixaria!”

Dia 10 (segunda)

Com a repercussão do vazamento das tais conversas, a OAB pede a cabeça de Sérgio Moro ao sugerir que o ministro seja afastado do cargo até que tudo fique esclarecido; o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriu investigação contra Deltan Dallagnol e na contramão, como já era de se esperar, Bolsonaro e Moro participaram de eventos juntos, uma forma de mostrar ao público o que o presidente tem deixado claro ao logo da semana: “que confia em Moro”.

É esperar para ver se a confiança será suficiente para suportar o que deve estar por vir;

11 (terça)

Em sessão do Congresso Nacional, que ocorre quando deputados e senadores se juntam em plenário, ficou aprovado o crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões solicitado pelo governo federal que usará a grana obtida com empréstimo para pagar benefícios sociais.

Se o Congresso não autorizasse, Bolsonaro poderia ser acusado de crime de responsabilidade, o que é passível de impeachment. Por maioria esmagadora, ficou tudo bem para o ex-capitão que poderá pagar os benefícios fiscais.

Mas algo aconteceu na sessão que fugiu completamente do assunto. O senador Major Olímpio (PSL-SP), último a se pronunciar antes da votação, saiu em defesa de Moro, que havia sido alvo de críticas e pedidos de exoneração por parte da oposição durante a sessão.

Aos berros, o senador usou termos carinhosos como “bandidos” e “criminosos”, ao se referir a Lula e demais presos na Lava Jato.

Ainda no dia 11, o deputado Sílvio Costa Filho (PRB-PE) é o mais novo deputado obrigado pela OPS a devolver dinheiro aos cofres públicos. Tudo sobre o assunto na descrição deste vídeo.

Com mais esta devolução o Instituto OPS chega mais perto ainda de alcançar o valor de R$ 6 milhões de dinheiro público economizados graças às fiscalizações que faz desde 2012.

12 (quarta)

O ex-ator pornô e atual deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP), aliado de Bolsonaro, disse que “está difícil defender o governo Bolsonaro”.

Segundo ele, o Poder Executivo parece não ter agenda própria e que está dando muita importância para o que diz Olavo de Carvalho, a quem chamou de sujeito ralé e charlatão.

Alexandre Frota deixou claro que está se sentindo rejeitado pelo governo por ter dificuldade de emplacar demandas entregues no Planalto.

A verdade é que Xandão do Jontex faz parte de um grupo liderado por João Doria que defende a candidatura da fofinha Joice Hasselmann à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Contrariando o desejo de Xandão, o PSL, liderado em Sampa por Dudu Bolsonaro, dá sinais claros de que o nome do candidato deverá ser José Luiz Datena.

Aliás, o PSL é um partido líder em bate-cabeças de membros. No mês passado as deputadas Carla Zambelli e Joice Hasselmann trocaram farpas no Twitter por divergirem sobre como conduzir o projeto da reforma da Previdência na Câmara.

Na constelação do PSL parece que tem estrelinhas querendo brilhar mais que outras.

13 (quinta)

Caiu mais um ministro do atual governo. Santos Cruz comandava a Secretaria de Governo da Presidência da República e será substituído pelo General de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, até então comandante militar do Sudeste.

Motivo da saída: ele foi demitido por Bolsonaro pela “falta de alinhamento político-ideológico”.

A falta de alinhamento político-ideológico talvez se explique pelas críticas recentes que Santos Cruz recebeu de Tonho da Lua, vulgo Carlos Bolsonaro. Também pelas polêmicas que se envolveu com o guru bolsonarista Olavo de Carvalho, a quem chamou de “personalidade histérica”.

Santos Cruz é o terceiro ministro a ser fritado do governo e o primeiro da ala militar. Sai um general e entra outro e fica “tudo como antes no quartel de Abrantes”.

14 (sexta)

Durante um café da manhã com jornalistas desta sexta-feira, o presidente Bolsonaro disse que o STF errou ao equiparar os crimes de homofobia e transfobia ao crime de racismo. Disse ele que a medida vai prejudicar os próprios homossexuais e tentou explicar dizendo que o empregador pensará duas vezes antes de contratar um homossexual por medo de ser acusado de homofobia e que até mesmo o dono de um hotel pode ir preso caso se recuse a ceder uma vaga na hospedaria ainda que ela não exista.

Ainda no café da manhã ele defendeu novamente a nomeação de um ministro evangélico para o Supremo, mas garantiu que não tem a intenção de misturar política e religião.

Para quebrar o clima de universo paralelo criado por Bolsonaro, o general Augusto Heleno, que é ministro do Gabinete de Segurança Institucional, deu soco na mesa, chamou Lula de canalha e disse que ele jamais mereceu ser presidente.

Para celebrar o harmonioso café da manhã, jornalistas presenteiam Bolsonaro com uma Bíblia.

15 (sábado)

E para fechar o vídeo de hoje, uma notícia que vem de Nilópolis, na Baixada Fluminense.

O dono de uma padaria, ao ver que estava sendo obrigado a jogar pão fora, resolveu doá-los aos mais necessitados, mas para isso resolveu fazer algo diferente. Ao invés de entregar os pães aos menos favorecidos, ele simplesmente os coloca numa cesta, na porta da padaria, e cada um pega a quantidade que precisa.

A ideia ganhou forma e a cesta agora recebe pães frescos todos os dias e a quantidade, que começou com 60, agora passa dos 200 pãezinhos. Até mesmo clientes estão comprando pães na padaria e os colocando no cesto.

A mensagem clara que o empresário Gustavo de Oliveira da Silva passa é que sempre é possível ajudar a quem precisa, ainda que seja pouco. O gesto humanitário é contagiante. Quem ainda não experimentou, e experimente!

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