O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu nessa quarta-feira (9) que a votação para a eleição da nova Mesa Diretora do Senado, prevista para 1º de fevereiro, deverá ser secreta.

A decisão foi tomada pelo ministro em função do período de recesso no Judiciário e vale até o dia 7 de fevereiro, quando o plenário do STF deverá decidir se referenda sua liminar.

Na decisão, o presidente aceitou o recurso protocolado pelo SD e MDB, além da advocacia do Senado, para derrubar a decisão proferida pelo ministro Marco Aurélio, que, no dia 19 de dezembro, antes do início do recesso, aceitou um mandado de segurança do senador Lasier Martins (PSD-RS) para determinar que a votação seja feita de forma aberta.

Com isso fica mantida a já conhecida falta de transparência no Senado que se esforça enormemente para ocultar o que se faz lá dentro.

Além disso, sem a possibilidade de saber quem votou em quem, Renan Calheiros deverá voltar à presidência da casa, a mesma que renunciou anos atrás para não ser cassado.

Os dias se passam, os anos se alternam, mas a falta de respeito aos eleitores brasileiros resiste.