Em quem não devo votar em 2018 – Geraldo Alckmin


Médico anestesista nascido na cidade paulista de Pindamonhagaba, Geraldo Alckmin já está na política há 46 anos, carreira que se iniciou quando ainda tinha 19 anos de idade.

O “Picolé de Chuchu”, como é carinhosamente conhecido no meio político devido a sua total falta de carisma, deixou o governo de São Paulo recentemente para se candidatar à presidência da República nas próximas eleições, pelo PSDB, partido que ajudou a criar.

Sua carreira na política foi, até certa medida, meteórica. Depois de cumprir o mandato de vereador em “Pinda”, Alckmin concorreu e ganhou o mais importante assento no executivo do município. Se tornou prefeito da cidade em 1977.

Pouco tempo depois se elegeu deputado estadual, depois deputado federal e por fim, governador do estado mais rico do país, cargo que como eu disse há pouco, deixou para lá para mais uma vez tentar se acomodar na cadeira presidencial do Palácio do Planalto.

Geraldo Alckmin pode até tentar se vender como um “político diferente” dos mequetrefes corruptos que infestam as casas legislativas e palácios governamentais.

Mas para quem acompanha a política brasileira sabe que Alckmin está a anos-luz de distância da renovação que a política necessita.

Foi no governo Alckmin que a cidade de São Paulo enfrentou a mais severa crise hídrica de sua história.

Como chefe do executivo do estado, era dele a responsabilidade de alertar a população da megalópole sobre o risco iminente de faltar água.

Não, ele não é um pajé fazedor de chuvas, mas tinha a obrigação de gerenciar o fornecimento de água, de alertar a população com antecedência para o uso racional da água.

Será que ele como presidente do Brasil saberia gerenciar crises muito maiores que a hídrica de São Paulo, como por exemplo, a greve dos caminhoneiros?

Aliás, gerenciar não parece ser o forte do anestesista.

Em 2006 a capital paulista enfrentou uma terrível onda de violência contra PMs, que foi comandada pelo PCC e que só foi contida graças a um acordo, digamos, nada republicano.

Em depoimento, o delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, um dos escolhidos do governo Alckmin para negociar trégua com a facção liderada por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, disse que o acordo foi do PCC cessar com os ataques em troca da garantia de que seus integrantes presos não sofressem agressões físicas nos presídios.

Aliás, curiosamente, o PCC cresceu muito no governo Alckmin.

Em 2010 o governador pediu votos para um candidato a deputado estadual que tinha, pelo menos à época, envolvimento com o Primeiro Comando da Capital. Estranho, não?!

Ao deixar o governo do estado há poucos meses para se candidatar à presidência da República, o inquérito contra ele que apura um suposto recebimento de caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014 foi enviado ao TSE.

Apesar de negar as acusações, Alckmin é um dos premiados delatados por diretores da Odebrecht que garantem ter repassado ao picolé de chuchu, via caixa dois, um mimo de R$ 10 milhões.

Alkmin mais uma vez é citado como recebedor de alguns milhões em propina.

Representantes da maior concessionária de estradas do país, a CCR, garantem ter dado R$ 5 milhões de caixa dois ao tucano durante sua campanha eleitoral de 2010.

Assim como nas delações da Odebrecht, a CCR diz que enviou a bufunfa ao picolé-de-chuchu pelo empresário Adhemar Ribeiro, seu cunhado.

Alckmin pertence a velha e mequetréfica classe política brasileira.

Seu nome não representa qualquer inovação no meio político e sim a continuidade da política, onde o que realmente importa é o poder e o que ele oferece.

As eleições estão chegando e votar em alguém só porque já votou alguma vez ou porque não gosta de seus adversários é repetir o erro que sempre cometemos, o de não nos importarmos realmente com o nosso voto.

Ainda que você não concorde com o sistema político brasileiro ou que considera a opção de não votar um sinal de protesto inteligente, repense seus conceitos;

Com o seu voto ou não, um presidente do Brasil e seu vice serão eleitos. 27 governadores, 513 deputados federais, 81 senadores e 1.059 deputados estaduais também serão eleitos.

Cabe a cada um de nós eleitores fazermos uma pesquisa para que o nosso voto não seja “de protesto” e sim consciente.

E antes de votar em Geraldo Alckmin, lembre-se deste texto.


2 comentários sobre “Em quem não devo votar em 2018 – Geraldo Alckmin

  1. E qual a sua sugestao? Outra experiencia a la’ Collor com o Bolsonaro? Ou com a Marina? Ou voltar a corrupcao do PT com Lula? Sai Paulo ainda parece o estado mais bem administrado da federacao.

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