Em quem não devo votar em 2018 – Eunício Oliveira


 

 

Atual presidente do Senado, Eunício Oliveira é formado em Administração de Empresas e Ciências Políticas por uma universidade de Brasília. Sua vida político-partidária se iniciou em 1988 ao se eleger presidente do PMDB do Ceará, partido que jamais abandonou.

Foi eleito deputado federal também em 1988 e reeleito nas duas seguintes eleições. Em 2011 foi um dos eleitos ao Senado pelo Ceará. No ano passado foi eleito presidente do Senado, posição que ocupa até os dias atuais. Eunício foi ainda ministro das Comunicações por um ano durante o governo Lula.

Veja outros vídeos da série “Em quem não devo votar em 2018”

Ele é um dos milionários políticos presentes no Congresso Nacional. De acordo com suas duas últimas declarações de bens ao TSE, Eunício teve aumento de 275% em seu patrimônio, em apenas quatro anos. Não há registros públicos de que a Receita Federal tenha se incomodado com o atípico aumento de bens do senador.

Ao assumir uma vaga no Senado, em 2011, empresas de Eunício assinaram contratos em valores superiores a R$ 700 milhões com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil, instituições com forte influência do PMDB, hoje MDB, partido do senador.

Nos anos de 2010 e 2011, uma das empresas de Eunício, a Manchester, fechou contratos sem licitação com a Petrobrás, estatal que na época tinha como diretores os famosos Zelada e Paulo Roberto Costa.

Milionária também foi sua campanha em 2010, quando se elegeu senador. De acordo com dados do TSE, a campanha de Eunício custou R$ 7,7 milhões e teve como um dos doadores de campanha a “lavajateira” OAS. A empreiteira doou a módica quantia de R$ 750 mil.

E por falar em Lava Jato, Eunício Oliveira foi citado por delatores da Odebrecht. Na lista, Eunício era tratado como “índio”. Ainda, de acordo com a delação, o senador teria recebido R$ 2 milhões de propina em troca da aprovação de três medidas provisórias que interessavam à empreiteira.

Da delação abriu-se o inquérito no STF, Nº 4437. Outro inquérito também foi aberto contra o senador, o Nº 4487, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Recentemente uma empresária disse em depoimento à PF que recebeu dinheiro para a campanha de Eunício em 2014 em esquema que envolvia a Hypermarcas e JBS.

A empresária Maurenízia disse à PF que sua empresa, o Instituto Campus, foi contratada pelas empresas Hypermarcas, M. Dias Branco, Corpus Segurança e JBS e que, apesar de emitir notas fiscais, não houve nenhuma prestação de serviço. O dinheiro foi direcionado à campanha de Eunício em 2014, quando o senador tentou se tornar governador do Ceará.

Este caso já havia sido relatado por executivos da Odebrecht, durante depoimentos à Polícia Federal.

Obviamente que nada disso coloca Eunício Oliveira como um corrupto, título que só pode ser dado após condenação judicial. Porém, diante do calamitoso quadro político que temos atualmente, votar em quem tem contas a acertar com a Justiça não parece ser razoável.

Imagine que você é um grande empresário e que precisa escolher pessoas para compor a diretoria. Com todas as informações aqui apresentadas, você contrataria Eunício Oliveira para ser um dos diretores? Ou você escolheria alguém sem pendências na Justiça ou acusações criminais?

Imagine que votar é o mesmo que escolher quem vai ocupar um importante cargo em sua empresa.

Portanto, antes de votar em Eunício Oliveira, lembre-se desse vídeo.

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