Em quem não devo votar em 2018 – Michel Temer


Atualmente com 77 anos de idade, Michel Temer está na política há 32 anos, quando concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados. Conseguiu uma vaga ao assumir a suplência de um deputado que se licenciou para ocupar cargo no poder Executivo de São Paulo. Nas eleições seguintes ficou novamente como suplente, depois de não conseguir votos suficientes para assumir o cargo.

Se preferir, assista ao vídeo

Veja outros vídeos da série “Em quem não devo votar em 2018”

Somente em 1994 conseguiu assumir um assento na Câmara sem que tenha sido suplente de alguém. Para alegria de seus pares, após se tornar presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer abriu os cofres.

Ele triplicou a verba de despesas de gabinete e concedeu aumento de salários a assessores parlamentares. Somente a verba indenizatória consome mais de R$ 225 milhões do dinheiro público por ano.

E por falar na maldita verba indenizatória, Temer é um dos famosos deputados que usaram desse recurso irregularmente, na chamara Farra das Passagens. Em 2009, dezenas de senhores de paletó e gravata que diziam representar pessoas de seus estados viajaram com família para destinos turísticos às custas do povo.

Dentre eles o ilustríssimo presidente da Câmara à época, ele, Michel Temer. Além dele e de Marcela, sua esposa, outras duas pessoas foram para Porto Seguro com passagens pagas pela maldita verba indenizatória.

Por ser o homem forte do PMDB, hoje MDB, Temer se colocou como vice na chapa de Dilma em 2010. A história todos conhecem. Dilma foi eleita e reeleita tendo sempre como vice, Michel Temer.

Em 2016, depois que Dilma sofreu o impeachment, Temer assumiu a cadeira no Planalto e lá está até hoje. Com o discurso de que reduziria o número de ministérios, Temer deu posse a 23 novos ministros. Não havia nenhum afrodescendente ou mulher dentre os empossados.

Temer é também mais um dos políticos brasileiros investigados no STF. Há contra ele seis inquéritos:

3105 – apura crime de corrupção passiva;

4327 – também apura crime de corrupção passiva, mas também formação de quadrilha e ocultação de bens.

4462, 4483 e 4621 – “investigação penal” e

4517 – apura crime de corrupção passiva

Recentemente pessoas ligadas a Temer foram presas temporariamente e formam, juntamente com o presidente, o chamado “quadrilhão do MDB”, cujos alguns integrantes todos conhecemos bem: Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures (aquele da corridinha marota com uma mala de dinheiro), todos foram presos pela Polícia Federal.

O quadrilhão do MDB, segundo denúncia, praticava ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como a esfacelada Petrobrás, Furnas e Caixa Econômica Federal. Temer representa a velha política brasileira, com todos os seus vícios e defeitos.

Uma eventual candidatura de Temer apenas reforça a tese de que há muito a ser mudado na política brasileira. Apesar da formação jurídica e de ter desempenhado a profissão por muitos anos, Temer se dedica à política há mais de 30 anos.

E como é sabido, política não é profissão e sim um cargo temporário concedido a alguém por meio do voto.

Portanto, nas próximas eleições, antes de votar em Michel Temer, lembre-se deste vídeo.

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