Em quem não devo votar em 2018 – Alfredo Kaefer


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Alfredo Kaefer é o mais rico deputado federal da atual legislatura, pelo menos é o que mostra a sua declaração de bens entregue ao TSE.
Gaúcho de Roque Gonzales, Alfredo Kaefer responde aos inquéritos 4345, 3678, 3809, 4304, 4298 e 4600 por crimes contra a ordem tributária, crimes contra o patrimônio, crimes falimentares, formação de quadrilha, apropriação indébita previdenciária e estelionato.

Kaefer declarou possuir R$ 108 milhões em bens, mas as dívidas de suas empresas superam a casa de R$ 1 bilhão. De acordo com investigações, o deputado-empresário fraudou documentos para não pagar credores.

Veja outros vídeos da série “Em quem não devo votar em 2018”

Recentemente mais duas denúncias contra o deputado foram apresentadas no STF, pela PGR. As denúncias dizem que o deputado tinha como objetivo descapitalizar empresas em processo de recuperação judicial.

“Ao longo dos anos, valendo-se de ampla estrutura empresarial, Alfredo Kaefer fez diversos atos de confusão patrimonial, de blindagem de seu patrimônio pessoal e de concentração de dívidas em empresas, com a capitalização de outras não englobadas no Processo de Recuperação Judicial“, escreveu a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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Dever a credores não é crime. Muitas vezes é o resultado de um conjunto de fatores alheios à vontade do indivíduo. Aliás, num país que cobra um dos mais altos impostos do mundo, ser empreendedor requer extrema dedicação e coragem.
Contudo, de acordo com denúncias até agora apresentadas, o deputado-empresário se enriqueceu graças a calotes em credores e a uma série de manobras contábeis no patrimônio familiar com o objetivo de salvar seus bens empenhados em execução judicial.

Mas o abastado bolso do deputado não o fez economizar dinheiro público da maldita verba indenizatória. Apenas na atual legislatura, mais de R$ 1,4 milhão já foi torrado pelo milionário empresário.

Foram, até o momento, R$ 360 mil apenas para “divulgar o seu mandato” e R$ 615 mil para viajar, tendo conseguido a façanha de nos fazer pagar R$ 3 mil reais por uma passagem aérea entre Brasília e Cascavel, no Paraná, ainda em 2016. Uma passagem que é facilmente encontrada nos dias de hoje por pouco mais de mil reais.

Não se pode dizer que o deputado cometeu os crimes a ele imputados, pois nenhum dos processos aqui citados já foi julgado. Mas num universo de candidatos aos mais diversos cargos que aparecerão neste ano, por que dar votos a quem possui tantas pendências na Justiça?

Alfredo Kaefer é representante legítimo do poder econômico na política. De acordo com o Atlas Político, o nobre deputado tem uma dos mais pífios desempenhos parlamentares da Câmara.

Kaefer certamente tentará nova eleição e com isso manteria o famigerado foro privilegiado, uma blindagem constitucional que na prática retarda julgamentos, o que nem sempre acontece na chamada Justiça comum.

Os números não mentem e mostram o efeito prático do foro privilegiado. Enquanto das 423 pessoas que não possuem foro privilegiado e que foram acusadas na Lava jato, cujos processos estão em Curitiba, 113 já foram condenadas.
No STF, paraíso judicial de quem possui o foro com prerrogativa de função, há 193 inquéritos, mas até agora ninguém, absolutamente ninguém foi julgado.

Para se ter uma política verdadeiramente renovada, o primeiro passo é aposentar aqueles políticos que enxergam profissão na vida política.

Para retirar o foro privilegiado de quem tem pendências criminais na Justiça, não é inteligente aguardar por uma mudança da Constituição. Basta que não sejam eleitos novamente.

Quer fazer parte dessa mudança? Risque de seu caderninho o nome também de Alfredo Kaefer.

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