Deputado distrital é mais caro do que o federal, mas isso pode mudar


Projeto de lei que prevê a redução de gastos, maior transparência e eficiência na Câmara Legislativa do Distrito Federal pode ser apresentada por iniciativa popular, como a da Ficha Limpa, uma vez que os atuais eleitos não se deram ao trabalho de fazê-lo.

A CLDF prevê que em 2017, aproximadamente R$ 7 milhões de dinheiro público foram destinados para cobrir despesas com a verba indenizatória, ou seja, gastos parlamentares com combustíveis, locação de imóveis, publicidade para autopromoção, contas de água, luz, telefone, IPTU, dentre outros.

Também em 2017, a casa presidida pelo deputado Joe Valle gastou algo em torno de R$ 72 milhões para que seus pares contem com inúmeros funcionários de gabinete, uma média que equivale a 200% do gasto que cada deputado federal tem com seus assessores e secretários. Isso mesmo! Enquanto na Câmara dos Deputados a verba de gabinete é de pouco mais de R$ 92 mil mensais, o que já é um escárnio, na CLDF o valor ultrapassa R$ 200 mil.

Os gastos com publicidade da casa de representantes dos brasilienses também chamam a atenção. O valor de R$ 52 milhões dos últimos dois anos superam não só os da Câmara dos Deputados, mas também os do Senado.

Além do farto dinheiro público consumido anualmente pela CLDF, regalias aos parlamentares desnudam uma realidade que contradiz com o momento atual vivido pelos brasileiros. Além dos salários de R$ 25 mil, deputados distritais ainda contam com carro oficial, auxílio-alimentação no valor de R$ 1 mil e auxílio-creche de R$ 681 por filho menor de sete anos.

Para que essa triste (e descabida) realidade chegue ao fim, o Observatório Social de Brasília e o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), com apoio também da Operação Política Supervisionada (OPS), estão coletando assinatura para propor um projeto de lei que objetiva não só economizar dinheiro público, mas também aumentar a transparência e eficiência na Câmara Legislativa.

Seguindo a mesma mecânica do projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa, o Câmara Mais Barata quer coletar ao menos 30 mil assinaturas para que o projeto seja apresentado na CLDF, projeto este que prevê a extinção da verba indenizatória, a redução da verba de gabinete e a redução dos gastos com publicidade institucional o que, segundo cálculos dos organizadores, resultaria numa economia de R$ 300 milhões por legislatura.

Para participar é preciso ser eleitor do DF e assinar o formulário físico, ou via aplicativo de celular (Android ou iOS).

Os cidadãos e entidades que quiserem ajudar podem obter cópias das fichas em http://www.camaramaisbarata.com. Neste site estão também os detalhes de cada proposta de economia.

 

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