Em quem não devo votar em 2018 – Paulinho da Força


Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como Paulinho do Força é deputado federal eleito por São Paulo.

Nascido no interior do Paraná, Paulinho foi morar em São Paulo onde se tornou metalúrgico e posteriormente membro da Força Sindical, sindicato que exerce a presidência. É ainda presidente nacional do partido Solidariedade.

Paulinho da Força tentou ser vice-presidente do Brasil em 2002 na chapa encabeçada por Ciro Gomes. Tentou também se tornar prefeito de São Paulo, mas o sucesso nas urnas só veio em 2006, quando se elegeu deputado federal, cargo que ocupa até hoje.

Sucesso também no STF, pois responde atualmente a 5 inquéritos que apuram crimes de peculato, crimes eleitorais e corrupção passiva e é ainda réu na Ação Penal 965 por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Delatores da Odebrecht afirmam que repassaram R$ 200 mil, em 2010, e R$ 1 milhão, em 2014, a pretexto de campanha eleitoral. Parte dessa quantia foi dada, conforme a acusação, em contrapartida para segurar greves no Complexo Hidrelétrico do Rio.

Na ação penal é acusado de ser beneficiário de um esquema que desviou recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desarticulado pela Operação Santa Tereza, em 2008.

Em junho de 2017, o TRF da 3ª Região suspendeu seus direitos políticos por 5 anos por cometer crime de improbidade administrativa ao utilizar irregularmente recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A decisão veio após comprovação de irregularidades praticadas pela fundação contratada pela Força Sindical (presidida por Paulinho) para ministrar cursos profissionalizantes com dinheiro do FAT. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Fez parte da chamada “Tropa de Choque do Cunha”, grupo formado por 9 deputados que tentaram de tudo para livrar a pele do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Por duas vezes votou para barrar o processo que pedia abertura de investigação contra Michel Temer.

Votou a favor da Medida Provisória que deu status de ministério à Secretaria-Geral da Presidência da República, o que na prática, garantiu a Moreira Franco o famigerado foro privilegiado, livrando-o da Justiça Comum.

Votou ainda a favor da criação do bilionário Fundo Partidário que garantirá, em 2018, o montante de R$ 1,7 bilhão de recursos públicos a serem divididos entre partidos.

Na Câmara dos Deputados, Paulinho emprega 21 funcionários e entre eles está Aldo José Lemos Gagliardi, ex-Diretor de Compras e Licitação da prefeitura de Bebedouro que foi preso em 2011 por suspeita de participar em esquema que fraudava concorrências públicas.

No quesito assiduidade, Paulinho da Força é um dos destaques negativos. Faltou a 47 das 119 sessões ordinárias que aconteceram em 2017, sessões em que o deputado é obrigado a comparecer.

Com a maldita verba indenizatória, o nobre deputado não figura entre os maiores gastadores, mas ainda assim torrou quase R$ 1 milhão de reais desse recurso desde 2015.

De acordo com o Manifesto do Novo Eleitor, documento que está em fase de finalização e que ajudará eleitores a escolherem melhor seus candidatos, Paulinho da Força não deve mais receber votos principalmente por responder a diversas ações no STF – inclusive sendo réu em uma delas.

Votar em um candidato é como passar uma procuração em que você concede a ele poderes para propor e votar leis e de toda forma, lhe representar perante o poder legislativo.

Você confiaria em Paulinho da Força como seu procurador?

 

 

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