PF faz buscas em gabinete de irmão de Geddel na Câmara


A Polícia Federal faz operação de busca e apreensão no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na manhã desta segunda-feira (16/10). A ação, que acontece dentro da Câmara dos Deputados, foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Lúcio Vieira Lima é irmão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, preso na penitenciária da Papuda depois que a polícia descobriu um bunker – um apartamento em Salvador (BA) – em que ele escondia o equivalente a R$ 51 milhões, fato revelado pela Operação Tesouro Perdido. Geddel é ex-vice-presidente da Caixa Econômica e é alvo da Operação Cui Bono, que investiga sua atuação na liberação de empréstimos a empresas em troca de propinas.

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão: um no gabinete de Lúcio, outro no apartamento funcional em Brasília, outro em sua residência em Salvador e um quarto em moradia na capital baiana que é ocupada por Job Ribeiro Brandão, assessor do deputado.

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, havia encaminhado os autos o caso do “bunker” ao Supremo por suposto envolvimento de Lúcio Vieira Lima. O apartamento onde estavam os R$ 51 milhões continha uma fatura de uma funcionária do deputado. Vallisney afirmou que, em relação ao irmão de Geddel, há a “existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro”.

Para o delegado da PF Marlon Cajado, é impossível “excluir de plano a participação de Lúcio Vieira Lima no ilícito de lavagem de dinheiro, e considerando o encontro fortuito de indícios acerca do local utilizado para a guarda de dinheiro em espécie que apontam para eventual ligação com o parlamentar”, de acordo com representação enviada ao juiz. O objetivo da remessa do caso ao Supremo era “investigar a suposta responsabilidade do deputado federal Lúcio Vieira Lima na ocultação de valores de origem supostamente ilícita”.

A procuradora Raquel Dodge pediu ao STF que as investigações da Operação Cui Bono – pagamento de propina em troca de empréstimos na Caixa envolvendo o ex-ministro Geddel – continuem na primeira instância da Justiça. No Supremo, argumentou ela, devem ficar só as ações sobre a lavagem de dinheiro apuradas pela PF n “Tesouro Perdido”. A operação de hoje foi a primeira ação ostensiva da PGR na gestão de Raquel Dodge.

POR EDUARDO MILITÃO

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