O superidiota e o comprador de votos


Não é preciso ser um cientista político ou um ávido leitor de notícias políticas para saber que Temer COMPROU, na Câmara dos Deputados, a manutenção da faixa presidencial em seu peito. De acordo com o Valor Econômico, a vitória de Temer na votação que poderia tirá-lo do Planalto custou módicos R$ 13,2 bilhões.

Foram computadas as liberações instantâneas das emendas parlamentares, liberações estas que coincidiram com datas muito próximas da sessão de votação no plenário da Câmara, o refinanciamento de dívidas de produtores rurais e o aumento dos Royalties da mineração.

Todo este emaranhado financeiro tem um fundo de legalidade, mas o momento em que tudo isso foi feito demostra que Temer nada mais fez que comprar sua permanência no Planalto.

Eu vou repetir o valor para que não reste nenhuma dúvida: R$ 13,2 bi.

Para se ter uma ideia, a transferência de Neymar para o PSG custou o equivalente a R$ 821 milhões, ou seja, com o valor das negociações financeiras nada éticas de Temer seria possível montar um time com os jogadores Neymar, Messi, Di Maria, Aguero, Rooney, Iniesta, Cristiano Ronaldo, Suarez e todo o elenco do todo poderoso Corinthians, e ainda sobrar pra comprar uns dois ou três juízes que apitam jogos do Flamengo.

Brincadeiras à parte, enquanto jorram dinheiro para comprar apoio político, em setores essenciais da sociedade o que se vê é uma escassez de recursos que revolta qualquer cidadão de bem.

Farmácias de Alto Custo da capital federal não tem todo o medicamento necessário para distribuir entre aqueles que realmente precisam. De acordo com reportagem do Correio Braziliense, dos 720 remédios que não podem faltar no estoque, 112 estão em falta. E a desculpa do governo de Brasília é que não tem dinheiro.

Nem mesmo hospitais são poupados da escassez de recursos que existem apenas para os amigos do rei. Na cidade satélite do Paranoá, no DF, pacientes com ossos quebrados precisam esperar por até um mês até que seja feita a cirurgia necessária para o restabelecimento da saúde, e muitos saem de lá com sequelas para o resto de suas vidas.

Em denúncia enviada aos órgãos competentes, médicos resumem a situação: “praticam medicina de guerra, fazendo o que dá”.

Mas não é só a saúde que está com a qualidade comprometida pela falta de recursos, ou melhor, pela falta de prioridades, pois recursos, como se vê, tem de sobra.

A UFMG, uma das maiores e mais importantes universidades do país está contando moedas para não entrar em total colapso financeiro. Do ano passado pra cá, apesar da inflação do período, ela perdeu 10% de seu orçamento previsto na lei orçamentária. Em apenas um ano e meio, o governo federal cortou aproximadamente 45% dos recursos destinados às 63 universidades públicas do país.

E eu não poderia terminar sem falar da maldita verba indenizatória. Tem gente que critica o trabalho da OPS porque ficamos combatendo pequenos gastos e gritando vitória a cada mil reais que voltam aos cofres públicos. Para os críticos, aqui vai um dos motivos da OPS existir: a maldita verba indenizatória nos custou, desde que foi criada em 2009, R$ 1,75 bilhões.

Com este dinheiro daria para resolver o problema do hospital do Paranoá, da farmácia de alto custo e até das universidades públicas do país.

O fato é que o país tem dinheiro, mas os interesses políticos muitas vezes falam mais alto. Isto é a velha política sendo feita como sempre foi, os interesses de poucos acima do interesse de todos.

Este modelo podre de política só pode ser mudado se a sociedade entender, de uma vez por todas, que ela, a política, é fundamental, mas tem que ser feita por pessoas com o mínimo de compromisso com a coletividade.

De agora em diante os velhos políticos de sempre começarão a aparecer pra você, seja na TV, nas redes sociais, nos jornais ou até na porta de sua casa, sempre com um sorriso no rosco e o símbolo do cifrão nos olhos.

Nas próximas eleições, esqueça essas velhas caras. Ouse, arrisque, mude o seu modo de votar.

Escolha quem jamais fez da política, profissão, porque, no final das contas, política e profissão são duas coisas que não combinam.

Ajude a formatar o projeto que tenho em mente para colocar em prática, o Projeto Novo Eleitor.

Uma nova mentalidade, uma nova política.

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