Polícia americana prende em Miami lobistas alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato


Alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato, os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, foram presos nesta sexta-feira (24), em Maiami, no Estados Unidos. A prisão foi realizada por meio da polícia de imigração americana. De acordo com a Polícia Federal, os dois, em princípio, foram presos por irregularidades na entrada e permanência no país americano. As polícias brasileira e americana ainda estão negociando como se dará a saída dos lobistas do Estados Unidos, se por expulsão ou extradição.  Ainda não há previsão de quando eles chegarão ao Brasil.

Jorge e Bruno Luz são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Eles são suspeitos de intermediar propina de “forma profissional e reiterada”, segundo o Ministério Público Federal, na Diretoria Internacional da Petrobras, com atuação também nas Diretorias de Serviço e de Abastecimento da estatal. Os investigadores afirmam que pai e filho utilizavam contas de empresas offshores na Suíça e nas Bahamas para dissimular o pagamento de propina. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, os senadores do PMDB estão entre os políticos e agentes públicos que receberam US$ 40 milhões em propina, ao longo de dez anos, dos dois lobistas.

“Entre os contratos da diretoria Internacional, os alvos são suspeitos de intermediar propinas na compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do Vitoria 10.000 e na venda, pela Petrobras, da Transener para a empresa Eletroengenharia”, afirmou o MPF.

O delator Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, reconheceu ter recebido propina do lobista por uma transação na Argentina. De acordo com ele, um dos beneficiários por essa transação foi o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O líder do PMDB no Senado recebeu US$ 6 milhões pelo negócio, de acordo com Cerveró.

Engenheiro e empresário, Jorge Luz já era apontado pela Lava Jato como um dos principais agentes do esquema de corrupção na Petrobras e na Eletronuclear. No processo-mãe da Lava Jato, Jorge Luz é citado pelo procurador-geral da República como importante peça na engrenagem do esquema de corrupção. Na ação, o procurador já destacava a promessa do lobista de dar US$ 40 milhões em propina à diretoria Internacional da Petrobras para ser rateado entre os senadores da República. Batizada de Blackout, a 38ª fase da Lava Jato cumpriu 13 mandados de busca e apreensão no Rio nesta quinta-feira.

POR CONGRESSO EM FOCO
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