Operação Drácon: assessores acusados de ocultar provas são alvos de nova fase


O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) deflagrou nesta segunda-feira (17) a terceira fase da Operação Drácon. O objetivo é desarticular esquema criminoso de pagamento de propina na destinação e liberação de sobras orçamentárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). São alvos da nova etapa Sandro Vieira e Alexandre Braga Cerqueira, ex-assessores dos deputados distritais Celina Leão (PPS) e Bispo Renato Andrade (PR), que foram flagrados pelas câmeras de segurança da CLDF carregando documentos antes da primeira fase da força-tarefa.

Os dois foram levados coercitivamente para depor. Houve, ainda, buscas na casa de Sandro, em Águas Claras, e em uma lotérica no Jardim Botânico, da qual Cerqueira é sócio. Os mandados foram autorizados pelo relator do caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador José Divino.

Alexandre apareceu nas imagens das câmeras de segurança da CLDF no dia 20 de agosto, sábado, às 10h30. Sandro, por sua vez, foi flagrado no dia 22 de agosto, véspera da primeira fase da operação, por volta das 6h. A Operação Drácon foi realizada em 23 de agosto.

Desde que a força-tarefa foi deflagrada havia a suspeita de que computadores e documentos haviam sido retirados da Câmara Legislativa. Além da presidente da Casa, Celina Leão, foram alvos o primeiro-secretário, Raimundo Ribeiro (PPS), o segundo-secretário, Júlio César (PRB), e o terceiro-secretário, Bispo Renato Andrade. Todos estão afastados dos cargos na Mesa Diretora até o fim das investigações. A operação também mira o deputado Cristiano Araújo (PSD). Mesmo com o afastamento dos cargos de direção, eles mantêm o mandato parlamentar.

Em nota, Bispo Renato informou que “não tem conhecimento de nenhum ato ilícito” envolvendo seu ex-assessor Alexandre Braga Cerqueira. O deputado aproveitou para reafirmar sua inocência e defender o esclarecimento dos fatos. Já Celina Leão vai se pronunciar apenas à tarde, após a entrevista coletiva dos investigadores marcada para às 11h

Leia a íntegra da nota do deputado Bispo Renato:

“A respeito das recentes informações divulgadas pela imprensa de que supostamente o ex-servidor Alexandre Braga Cerqueira teria ocultado provas relacionadas à investigação do MPDFT e da Polícia Civil, o Deputado Bispo Renato Andrade informa que não tem conhecimento de nenhum ato ilícito envolvendo a referida pessoa. Bispo Renato Andrade reafirma sua inocência e reitera que as acusações contra ele são infundadas. O esclarecimento dos fatos é necessário e se dará no momento certo. Bispo Renato Andrade está concentrado em sua defesa e à disposição da justiça.”

POR GABRIEL PONTES

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