Janot denuncia senador Fernando Bezerra em esquema ligado a Eduardo Campos


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nessa segunda-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB) pelo suposto recebimento de propina de pelo menos R$ R$ 41,5 milhões das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa, contratadas pela Petrobras para a execução de obras da Refinaria Abreu e Lima. Essa é a 15ª denúncia apresentada por Janot no âmbito da Lava Jato. Ainda falta o procurador analisar dez pedidos envolvendo políticos com foro privilegiado, investigados pela operação policial.

Na denúncia, Janot afirma que o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República pelo PSB Eduardo Campos era o beneficiário do esquema de corrupção. “Fernando Bezerra e Eduardo Henrique Accioly Campos solicitaram e aceitaram promessa, com vontade livre e consciente e unidade de desígnios de vantagens indevidas no total de cerca de R$ 20 milhões cada das empreiteiras”, diz trecho da denúncia.

Além de Fernando Bezerra, foram denunciados os empresários Aldo Guedes Álvaro, então presidente da Companhia Pernambucana de Gás, e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. Eles são acusados de operar e viabilizar o esquema criminoso de repasse da propina.

Defesa

Em nota à imprensa, o advogado do senador, André Luís Callegari, se queixou de que o ato oficial de propor um processo contra o senador tenha “vazado” aos jornais antes de que a defesa de Fernando Bezerra tivesse conhecimento da denúncia.

“Como não teve acesso à íntegra da denúncia, a defesa do senador não tecerá qualquer comentário sobre o conteúdo da mesma. Verifica-se, contudo, que os termos citados na imprensa reforçam o que a defesa já vem esclarecendo: são imputações absolutamente descabidas, baseadas em ilações e sem qualquer rastro de prova. Não houve qualquer recebimento de favores em troca de incentivos fiscais na construção da Refinaria de Abreu e Lima”, diz a nota.

Segundo o advogado, o senador se mantém à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, mas nega que tenha participado de qualquer esquema de corrupção. “Reitera-se que as delações que deram início às investigações não foram comprovadas, são contraditórias e absolutamente infundadas”, diz a nota.

POR AGÊNCIA BRASIL

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