Manifestantes pedem saída de Temer e nova eleição


17987300Manifestantes protestam, na Esplanada dos Ministérios, contra o presidente Michel Temer, que acompanha o desfile militar da tribuna de honra reservada às autoridades. A concentração começou por volta das 8h30 em frente ao Museu Nacional, com cartazes por novas eleições e gritos de “golpista” e “fora, Temer”. Por volta das 11h, os manifestantes começaram a se dirigir rumo ao Congresso Nacional, nas proximidades de onde foi realizada a cerimônia oficial.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, 25 mil pessoas acompanharam os desfiles e cerca de 600 participam da manifestação. Já os organizadores do protesto estimam em 8 mil o número de manifestantes presentes.

“O ato faz parte de uma série de ações contra o governo. Não concordamos com as propostas para diversas áreas, como educação, comunicação”, diz Breno Lobo, integrante do movimento Juntos – Juventude em Luta. Não há, até o momento, registro de confronto entre participantes do ato e policiais militares. Também é aguardada para esta quarta manifestação em defesa de Temer, que faz hoje sua primeira aparição pública no país desde que foi efetivado no cargo semana passada, com o impeachment da agora ex-presidente Dilma Rousseff, de quem era vice. Ele foi recebido na tribuna de honra com vaias e aplausos.

Militantes do PT estenderam uma faixa verde e amarela de 150 metros já usada no 7 de Setembro do ano passado. O “Não vai ter golpe” de 2015 virou “Fora Temer”, escrito em vermelho. O protesto foi convocado pelas redes sociais, recebeu mais de 4 mil confirmações e 4,6 mil manifestaram interesse no ato pelo Facebook, em Brasília. Ações semelhantes foram convocadas em outras cidades do país. A manifestação “Fora Temer”, une-se, este ano, ao Grito dos Excluídos, protesto tradicional de 7 de Setembro, que reúne movimentos sociais em busca de visibilidade e melhores condições de vida.

“Neste ano, o nosso lema é Fora Temer, nenhum direito a menos. Vamos deixar claro que não sairemos das ruas”, diz Wilma dos Reis, uma das organizadoras do ato. Em frente a um cartaz do coletivo #Mulherespelademocracia, ela diz que os direitos das mulheres estão ameaçados por diversas medidas do atual governo. “É um governo de homens, héteros e brancos, onde a mulher é vista apenas como decorativa nos altos cargos”.

Com informações da Agência Brasil

 

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