Lula diz que não teme prisão e que Dilma vai falar para “Judas” no Senado


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Em entrevista ao programa Newsnight, da BBC, o ex-presidente Lula disse não temer a possibilidade de ser preso e que aposta no julgamento da história. Sem citar nomes, o petista afirmou que a presidente afastada Dilma Rousseff vai se “expor corajosamente” no Senado, no próximo dia 29, para que “Judas Iscariotes possa acusá-la na frente dela”. “Às vezes a história demora séculos para julgar, e eu trabalho com isso. A história não termina dia 29. Ela começa dia 29″, declarou, referindo-se ao dia em que o Senado julgará a presidente afastada no processo de impeachment.

Lula declarou, ainda, que o presidente em exercício, Michel Temer, “sabe” que Dilma não cometeu crime e é vítima de um “golpe parlamentar”. “As pessoas que estão fazendo isso não querem que a gente fale golpe, porque diz que é feio, que não é golpe militar. O presidente interino é constitucionalista. E ele sabe que o que eles estão fazendo é ilegal, porque a Dilma não cometeu crime e segundo porque é um golpe parlamentar.”

O petista disse que não tem por que pedir desculpas ao país: “Eu não. Quem tem que pedir desculpas é quem está inventando acusações”. O ex-presidente também lamentou não participar das cerimônias da Olimpíada no Rio, cuja escolha como sede olímpica se deu em seu governo. “A coisa é tão grave que todo mundo sabe o esforço que eu fiz para trazer essa Olimpíada para o Brasil. E no dia da inauguração da Olimpíada eu me senti como o menino do filme ‘Esqueceram de mim’. Ou seja, eu não estava presente numa festa em que fui responsável dela vir para cá.”

Na última terça-feira (16), o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki, determinou a abertura de inquérito para investigar se Lula e Dilma tentaram obstruir investigações sobre o bilionário esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras. Solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a investigação engloba os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, o ministro do STJ Marcelo Navarro e o ex-senador petista Delcídio do Amaral, cassado por 74 votos a zero no Senado, em maio.

Na semana passada, o Ministério Público Federal defendeu, em manifestação de 70 páginas, a competência do juiz federal Sérgio Moro no julgamento do ex-presidente Lula, afirmando que o cacique petista “participou ativamente do esquema criminoso” descoberto pela Polícia Federal na Petrobras. Subscrito por quatro procuradores da República que atuam na da Operação Lava Jato, o documento é uma reação aos argumentos ajuizados pela defesa de Lula, para quem Moro conduz de maneira tendenciosa as investigações.

Por Congresso em Foco

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