Pegar safados


Há bem pouco tempo atrás, o que se ouvia nas mesas de bar, nas rodas de amigos e nos churrascos de final de semana na casa dos parentes era futebol. Algo como: “O jogador fulano está negociando com um time europeu e agora “temos” que encontrar um novo atacante” ou “no jogo de ontem, o bandeirinha errou em não marcar aquele impedimento…”.

A escalação completa do time de coração, inclusive o nome de todos os jogadores da seleção brasileira, estavam na ponta da língua. Havia quem discutia até a formação do time em campo: “Tem que ter um armador e um líbero, senão o elemento surpresa não vai conseguir receber a bola…”.

Enquanto isso na Praça dos Três Poderes, o Congresso Nacional com seus 594 parlamentares pouco eram percebidos. No Palácio do Planalto as coisas aconteciam, porém poucos corriam atrás de notícias para saber que decreto é aquele que foi assinado na semana anterior. Do outro lado da praça, os ministros do STF eram conhecidos por uma minúscula fração da sociedade brasileira.

Mas os tempos mudaram e continuam mudando. A seleção brasileira de futebol está cada vez mais desacreditada e os campeonatos brasileiros parecem seguir um roteiro escrito por alguns cartolas. Em contrapartida, a política tem tomado boa parte dos noticiários de todos os meios de comunicação do país e devido a isso, não é difícil encontrar quem saiba dizer os nomes dos onze ministros do STF, mas que não saiba quem são os onze da seleção.

Estamos vivendo um momento ímpar na vida de nosso país, algo que ficará registrado nos livros de História. Mas é necessário mais do que apenas se interessar e se indignar pela política. É preciso mais do que apenas sair às ruas para protestar contra este ou aquele político ou partido. É preciso fazer parte ativamente da vida política brasileira.

Não estou convidando ninguém a se candidatar para as próximas eleições e muito menos para fazem campanha política. Eu estou falando em fiscalizar os gastos feitos por aqueles que estão no Congresso Nacional nos representando. Ali é o exemplo maior, na área legislativa, da forma com que o dinheiro público é (mau) tratado.

O número de parlamentares citados nas famosas delações premiadas é alarmante e se nada for feito, em pouco tempo nem mesmo os poucos gatos pingados que fazem parte da “bancada dos bons” existirão. E para tentar mudar esta situação é que a OPS apresenta o seu novo tutorial em vídeo. Com um pouco de tempo, um computador conectado à internet você poderá se tornar um dos membros da OPS. A Operação Política Supervisionada já conseguiu a façanha de fazer parlamentares devolverem dinheiro que haviam sido utilizados de maneira irregular e até mesmo provocar alterações nas regras internas da Câmara, proporcionando uma economia de R$ 5,5 milhões.

Não há ligações partidárias e empresariais. Contamos apenas com a ajuda de pessoas espalhadas pelo país e também de outros países e de amigos (como o Otário Anonymous e Pirula). Não há contrato e nem compromisso diário. A única coisa necessária é dedicar alguns minutos de seu tempo por semana para fiscalizar os políticos do Congresso Nacional. Com o tempo você perceberá que o exemplo da OPS poderá ser aplicado em seu município e em seu estado.

Acomode-se na cadeira e assista. São 47 minutos que certamente lhe darão uma nova visão sobre como se tornar um cidadão ativo no controle social.

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