Política

Celso Russomanno é condenado a prisão por peculato


Depois de ter sido condenado pela Justiça Federal do Distrito Federal em 2014 e de ter recorrido da sentença, o caso envolvendo o deputado federal e apresentador de Tv Celso Russomanno (PRB/SP) teve mais um desfecho no final de novembro. A condenação a vinte e seis meses de detenção por crime de peculato (apropriação de bem público) foi convertido em penas alternativas.

Celso Russomanno nomeou uma funcionária de seu gabinete parlamentar que, ao invés de trabalhar para o deputado Russomanno, atuava como gerente da produtora Night and Day, de sua propriedade.

Sandra de Jesus recebia o salário de assessora parlamentar, mas as tarefas desempenhadas por ela não tinham qualquer ligação com o trabalho legislativo do deputado.

Celso Russomanno negou que a funcionária Sandra de Jesus trabalhasse na produtora. Segundo ele, a funcionária atendia consumidores em seu escritório político localizado em São Paulo, curiosamente no mesmo endereço de sua produtora. Mas, ele foi desmentido por várias testemunhas. Além disso, vários documentos comprovaram que Sandra foi nomeada no gabinete, mas continuava como gerente da produtora.

Mais do Mesmo

Parece ser uma prática comum do deputado Celso Russomanno usar o dinheiro público para pagar funcionários em suas empresas.  A Folha de São Paulo denunciou um caso semelhante na semana passada, mas desta vez, ao invés de uma, cinco pessoas recebem salário como funcionários de seu gabinete, mas trabalham, na realidade, na ONG do parlamentar, a Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor).

Apesar da ONG ser estatutariamente uma empresa sem fins lucrativos, ela não deixa de ser propriedade privada do deputado.

Devolução ao erário público

Após ter sido acusado de peculato, o deputado devolveu aos cofres públicos cerca de R$ 700 mil da verba indenizatória que foram utilizados entre 2001 e 2009, já como deputado federal.

Mas esta não foi a única vez que o parlamentar devolveu dinheiro público usado por ele indevidamente. No início de novembro a OPS solicitou cópia de um cupom fiscal apresentado por ele e que poderia haver irregularidades. Não precisou que a Operação Política Supervisionada concluísse a investigação. O deputado forneceu a cópia solicitada do cupom em anexo ao boleto pago referente a devolução do valor ao erário público.

Por ter devolvido os R$ 700 mil, Celso Russomanno teve a sentença de prisão convertida em 790 horas de trabalho comunitário e pagamento de 25 cestas básicas.

4 respostas »

  1. Com os meus botões como diz nós mineiros.Onde fica esse senhor diante das câmaras de tv adentrando nas lojas,pedarias etc.Para ser sincera acreditei muito ao fazer jus ao código de defesa do consumidor.
    Mas,quando em outro dia vir ele coagindo um funcionários públicos dizendo que ele teria que prestar um bom serviço em fornecer parece fraldas.Apesar que o funcionário de pontas da UBS (unidade básica de saúde)Que aquela profissional não tem devido que a SMS não comprou e mesmo diz que não importava ele teria que fornecer.Coloquei no lugar daquele funcionário imagine hoje há mais de 01 ano não tem pilha comum na UBS do meu município para colocar no otoscópio sabendo que a secretaria de saúde tem conhecimento e não fornece e como fica aquele funcionário de ponta? Sexta feira passada pela Record no programa do Marcelo Resende ele adentrou em uma da loja e a funcionário recebeu ordem que não poderia servir refrigerante de 2 litros á mesa ela acabou servindo e o Marcelo diz espero que está coitada não vai ser mantada embora!!!!!

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  2. Peraí, ele roubou 700 mil reais e não foi parar atrás do xilindró? Enquanto isso a PM executa favelado que roubou 70 reais. Qual a lógica de um sistema que quanto mais se rouba, menor a pena?

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