Foram mais de 11 horas de sessão, em que senadores e deputados decidiram derrubar o veto ao voto impresso e manter o que impede doações de empresas a campanhas. 

Também foram mantidos o veto ao reajuste das aposentadorias pelas regras do salário mínimo, a uma maior desoneração da folha do setor têxtil e à isenção do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante. Já o veto ao prazo de 15 dias para os bancos repassarem os recursos de depósitos judiciais a estados e municípios foi derrubado. Os congressistas aprovaram ainda quatro projetos de lei.

O Congresso decidiu ontem que os votos dados nas urnas eletrônicas em eleições deverão ser impressos. O veto da presidente Dilma Rousseff à parte da reforma política que previa a impressão dos votos foi derrubado por 368 deputados e 56 senadores.
Fica valendo agora o texto tal qual saiu do Parlamento: no processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado em local lacrado, sem o contato manual do eleitor. Ainda segundo a Lei 13.165/2015, essa regra deve valer na primeira eleição geral após a aprovação da nova legislação. Ao justificar o veto, Dilma Rousseff explicou que, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida geraria um impacto de R$ 1,8 bilhão com despesas de compra de equipamentos e custeio das eleições. Além disso, também de acordo com a justificativa, o aumento das despesas não veio com estimativas de impacto orçamentário-financeiro.
Doação de empresas
Em outra decisão sobre a reforma política, o Congresso manteve o veto para a possibilidade de candidatos ou partidos receberem dinheiro de pessoas jurídicas para campanhas. Ao vetar essa parte da reforma, a presidente argumentou que as doações e contribuições de empresas confrontam “a igualdade política e os princípios republicano e democrático,  como decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF)”.
Quando a reforma política foi votada no Senado, em setembro, a maioria dos senadores decidiu pela proibição de doações de empresas e outras pessoas jurídicas a partidos e a candidatos.
A proposta voltou, então, para nova análise da Câmara. E os deputados optaram por retomar a possibilidade das doações de empresas. Posteriormente,
essa forma de financiamento foi considerada inconstitucional pelo STF.